SC

Após vídeo em que diz ser racista viralizar, PM será ouvido pela polícia em SC

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A Polícia Civil segue as investigações do suposto crime de racismo, cometido pelo policial militar da reserva, Hélio Martins, 57 anos. Em um vídeo que viralizou na internet na última semana, ele aparece xingado uma mulher de ‘macaca’ e se dizendo racista. A vítima seria uma ex-companheira dele.

Tanto o policial, quanto a vítima serão ouvidos esta semana. O caso ocorreu em São Ludgero no Sul de Santa Catarina. “A ideia é ouvirmos os dois até sexta-feira (24)”, informa o delegado responsável pelas investigações, Éder Matte.

Até o momento, a mulher que filmou a ação do policial da reserva e vítima das falas dele não procurou a polícia. Nem tampouco registrou Boletim de Ocorrência sobre o ocorrido.

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Porém, neste caso, por se estar averiguando um suposto crime de racismo, a investigação independe da representação da vítima. “Trata-se de crime de ação incondicionada a representação. A vítima é a coletividade e não apenas ela”, explica o delegado.

Diferentemente do caso das ameaças de agressão que supostamente ocorrem no vídeo. Sendo necessário a representação da mulher, para que o caso seja averiguado.

Vídeo ganhou as redes sociais na última semana

No vídeo que passou a circula na internet na última sexta-feira (17), o policial da reserva aparece gritando com uma mulher e falando “porque eu tenho ódio, porque eu sou racista, porque eu não suporto negro”, diz ele no vídeo.

Após a repercussão diversas pessoas procuraram a Polícia Civil em busca de que o caso fosse investigado. As investigações iniciaram logo na sexta-feira (17).

“Várias pessoas da região e da cidade entraram em contato comigo relatando sobre o vídeo. As pessoas estavam revoltadas e a sociedade não tolera mais essa prática. Assim como a Polícia Civil não irá aceitar”, explicou o delegado no dia. O crime de racismo está previsto na lei nº 7.716/1989 e a pena máxima é de três anos de prisão.

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PM emite nota sobre o caso

Ainda na sexta-feira (17), a PM emitiu uma nota oficial afirmando que o homem está na reserva desde 9 de março de 2016. Na nota, é informado que o caso será encaminhado para a Corregedoria-Geral da PMSC.

Veja a nota na íntegra:

A respeito do referido vídeo divulgado recentemente em redes sociais, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio do Centro de Comunicação Social vem esclarecer que:

  • A PMSC repudia toda e qualquer tipo de violência contra a mulher ou vulnerável, bem como qualquer tipo de racismo. Diante deste fato, a referida ocorrência deverá ser apurada com rigor por todos os processos legais;
  • O homem que aparece no vídeo é sargento da PMSC, que está na reserva desde 9 de março de 2016.
  • Todo policial militar, seja de ativa ou da reserva, deve seguir em conformidade com os dispositivos previstos no Regulamento Disciplinar da PMSC, Código Penal Militar e legislação penal geral. O caso identificado será encaminhado à Corregedoria-Geral da PMSC.

Fonte: ND+


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