Alto Vale

Criminosos desviam cerca de R$ 2 milhões da Prefeitura no Alto Vale

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr

Dois milhões de Reais, esse foi o valor que a  Prefeitura Municipal de Imbuia teve furtada de suas contas no começo desta semana. 

> Receba notícias do Alto Vale e Santa Catarina pelo WhatsApp
> Receba notícias do Alto Vale e Santa Catarina pelo Telegram

Segundo informações preliminares, a ação criminosa teria ocorrido por meios virtuais e só foi percebida pelo setor de segurança do Banco do Brasil – BB.

O departamento de segurança do BB,  achou estranha a movimentação e creditou como suspeitas a transação de transferências de valores por meio de Pix das contas da prefeitura para 10 contas diferentes. 

De acordo com  Odacir Lourival Capistrano,  na terça – feira, dia 23,  a equipe trabalhava normalmente quando – inexplicavelmente – o computador travou e a tela ficou totalmente azul.  Odacir, que é tesoureiro do órgão, comunicou o possível defeito para o suporte de TI, no entanto, segundo ele, todos os esforços para tentar recuperar a máquina, foram em vão. 

O tesoureiro conta que, mesmo depois de a máquina supostamente ter voltado ao normal, foram feitas algumas tentativas de acessar a conta bancária por meio virtual, “mas não conseguimos entrar no sistema do banco do Brasil”, disse.

Capistrano explica que,  devido a manutenção que foi realizada, seria necessário cadastrar o computador novamente para ter acesso ao sistema, coisa só que foi possível no dia seguinte.

O tesoureiro argumenta que, ao ter acesso à conta bancária da prefeitura no outro dia, foi que viu as operações fraudulentas feitas por meio do Pix .   

Destaca que, o órgão municipal ainda não adotou o sistema de transferência com a nova ferramenta, enfatiza que os meios de pagamentos e transferências que a Prefeitura utiliza é  só com TED e DOC. 

Percebendo os valores altos que foram movimentados, disse que procurou o departamento de segurança do Banco do Brasil em Florianópolis, onde, de acordo com Odacir, foi questionado sobre a confirmação da transferência de mais de Duzentos mil Reais. 

O tesoureiro afirma que, de imediato, negou tal transação e conforme ia buscando registros nos extratos foram aparecendo mais transferências.

Juntando todas as contas que foram invadidas, de acordo com Odacir Lourival Capistrano, os prejuízos são de aproximadamente R$2 milhões. 

O servidor público acredita que os criminosos agiram rápido e conseguiram fazer toda a operação num prazo de menos de uma hora, salienta que devido a proximidade do período de pagamento, as contas estavam com mais dinheiro do que de costume. Uma das contas, segundo ele, tinha quase R$1 milhão.  “Normalmente nós temos limites baixos, mas devido aos dias de pagamentos estávamos com um limite mais extenso”, conta.

Após comunicar o fato ao Banco, o tesoureiro foi orientado a registrar o Boletim de Ocorrência para que atitudes internas por parte da concessionária  fossem adotadas. 

Também foi encaminhado um ofício para a agência pedindo a restituição do valor.  Procurada, a  agência do Banco do Brasil de Imbuia afirmou não ter conhecimento do caso.

Como o Banco do Brasil corresponde a esfera federativa, a Polícia Federal é quem irá cuidar das investigações do ocorrido. 


Comente