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Defesa aponta ‘tendência a psicopatia’ no caso da grávida de Canelinha

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A defesa de Rozalba Maria Grime, acusada de matar uma jovem grávida em Canelinha, fez as alegações finais no processo solicitando novos exames de sanidade mental.

Os advogados acreditam em uma “tendência a psicopatia” e buscam conseguir uma semi-inimputabilidade, que seria “a perda parcial da compreensão da conduta ilícita e da capacidade de auto-determinação ou discernimento sobre os atos ilícitos praticados”.

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No documento, a defesa questiona os reais motivos que levaram Rozalba a matar a jovem grávida e retirar o bebê do ventre da mãe, apesar de não ter nenhum antecedente criminal, defendendo ainda que ela não tinha completa noção dos atos.

Em uma carta, que também foi anexada ao pedido da defesa, Rozalba diz que tem passado por momentos difíceis e que pensa em tirar a própria vida. “Parece que vou surtar”, escreveu. “Tenho me apegado muito a Deus, ele irá me salvar ou me levar”, conclui.

Para a advogada de defesa de Rozalba, Bruna dos Anjos, ela deve ter acompanhamento psicológico. “É o que estou solicitando. Mas, neste momento, o presídio se encontra sem assistência psicológica. A defesa irá forte”, afirma a advogada.

Defesa quer avaliação por médico de Suzane von Richthofen

O profissional escolhido pela defesa para conduzir o exame já trabalhou no caso Von Richthofen, com a autora do crime, Suzane, e também no caso da facada contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, Adélio Bispo.

“Temos muito respeito pelo profissional que conduziu o primeiro exame, mas gostaríamos de um novo laudo, com a opinião de só mais um profissional”, alega Goulart.

Laudo aponta que Rozalba é mentalmente sã

Rozalba passou por um exame de sanidade mental no último dia 22 de novembro. O ND+ teve acesso ao laudo pericial onde a ré confessa relatou com detalhes como teria planejado o crime e os momentos depois, até a prisão e a transferência de penitenciária.

De acordo com o laudo, emitido pelo IGP (Instituto Geral de Perícias), a ré “não possui qualquer transtorno psiquiátrico, doença mental, perturbação da saúde mental ou desenvolvimento incompleto ou retardado”.

Ao médico psiquiatra responsável pela perícia, Rozalba Maria Grime, de 26 anos, relatou que engravidou pela primeira vez entre 2012 e 2013, mas afirma que sofreu um aborto espontâneo. Ela continuou tentando engravidar, mas sem sucesso.

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Ela teria engravidado pela segunda vez no final de 2019. Rozalba teria, inclusive, feito uma ultrassonografia quando ainda estaria grávida. O segundo aborto espontâneo teria acontecido em fevereiro de 2020.

“Abalada pelo infortúnio com o qual estaria sofrendo mais uma vez, Rozalba optou por não revelar a terceiros o que havia sucedido, nem mesmo ao  companheiro, que retornara para casa no fim de semana subsequente”, descreve o perito Rafael dos Santos Barni, que assina o laudo.

“Temia decepcioná-los caso desvelasse o segredo, e lidar com a própria frustração não era uma tarefa fácil”, relatou. Chegou a pensar em dar fim à farsa, mas continuou com a história.

Relembre o caso

A jovem assassinada estava grávida de oito meses quando foi levada pela suspeita até uma cerâmica desativada, com o pretexto de participar de um chá de bebê surpresa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ao chegar ao local, Rozalba usou um tijolo para agredir a jovem, que ficou desacordada. Ela, então, usou um estilete para realizar o parto forçado do bebê, que também ficou ferido.

Na sequência, ela levou a criança até o hospital, alegando que teve um parto às pressas, na rua, e que precisava de atendimento. As lesões da criança chamaram a atenção da equipe médica, que acionou a polícia.

A jovem estava desaparecida desde o dia 27 de agosto e o corpo foi encontrado no dia seguinte. Ela foi sepultada no dia 29, em Canelinha, mesmo dia em que a prisão dos então suspeitos foi convertida em preventiva.

Fonte: ND+


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