Rio do Campo

Exame necroscópico será conclusivo na investigação do acidente de Joel Alves, em Rio do Campo

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No dia 25 de agosto, quarta-feira, a comunidade Riocampense foi surpreendida com a triste notícia do falecimento do Joel Alves, de 46 anos, conhecido como catador de latinhas. Joel, era morador de Rio do Campo, da comunidade de Taiozinho. Ele sofreu um acidente no dia 13 de junho e desde então estava internado. Acredita-se que o acidente foi a causa da sua morte, porém a justiça aguarda o laudo para confirmar.

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O acidente aconteceu na noite do dia 13, um domingo, enquanto Joel voltava para casa de bicicleta. Ele carregava as sucatas que havia recolhido durante o dia quando foi atingido por um carro que fugiu sem prestar ajuda. Joel chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Taió e foi levado inconsciente ao hospital com fraturas nas pernas e traumatismo craniano.

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O motorista foi identificado e ouvido pela justiça dias após o episódio. Ele responde em liberdade pelos crimes de lesão corporal, omissão de socorro e afastar-se do local do acidente para evitar responsabilização civil ou penal.

Nesta semana o delegado da Comarca de Rio do Campo, Juliano Bridi, responsável pelo caso, falou ao JATV e deu mais informações sobre o processo. “No momento aguardamos o laudo para concluir as investigações. Além do exame necroscópico que será elaborado por médico legista do Instituto Médico Legal que irá definir se a morte da vítima teve relação direta com o acidente (pois, trata-se de uma prova técnica), também aguardamos um laudo do Instituto Geral de Perícias que também irá auxiliar na definição da dinâmica do acidente”, explica o delegado.

Caso o laudo indique que a causa da morte foi devido ao acidente, o suposto autor poderá responder também por homicídio culposo “Caso o exame necroscópico aponte um nexo de causalidade direto entre a causa da morte e o acidente, o suposto autor poderá responder também por homicídio culposo ocorrido na direção de veículo automotor (quando não há intenção de matar). Mas, apenas o Poder Judiciário, com o envolvimento de todas as partes, é que isso será estabelecido de maneira definitiva”, cita Bridi.

Sobre a situação perante a justiça da pessoa que atropelou o Joel e não prestou socorro, o delegado esclarece “Ao menor por ora, o suspeito responderá em liberdade, isso porque, segundo a legislação processual penal, mais especificadamente o art. 313, I, do Código de Processo Penal, não cabe prisão preventiva em caso de crimes culposos (quando não há intenção de cometer tal crime). E sua situação perante a Justiça será aguardar uma decisão final onde poderá vir a ser condenado ou não”, esclarece Dr. Juliano.

A situação relacionada a CNH – Carteira Nacional de Habilitação, do condutor envolvido no acidente, será resolvida da mesma forma que o crime em apuração, afirma o delegado. “Isso porque quase todos os crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro preveem como pena a suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Ou seja, segundo a legislação aplicável, a situação de seu direito de dirigir será definida juntamente com a sua responsabilidade pelo delito pelo Poder Judiciário, ao final do processo”.

Joel foi velado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Rio do Campo e sepultado na manhã da quinta-feira, dia 26, no cemitério municipal de Rio do Campo. Em nota, a igreja Assembleia de Deus, a qual a mãe de Joel, Irmã Maria Alves, e familiares têm muito envolvimento, lamentou sua partida “Com muito pesar lamentamos a partida do nosso amigo, irmão Joel, dessa terra. Deixou um legado lindo, homem trabalhador honesto, e de muitos amigos, com uma fé contagiante. Nossas condolências à família. Combateu o bom combate acabou a carreira e guardou a fé – 2 Timóteo 4.7”.

 Fonte: Jornal A Tribuna do Vale


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