Brasil

Governo pede para frigoríficos suspenderem produção de carne para a China

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O Ministério da Agricultura determinou na terça-feira (20), por meio de um ofício circular, que os frigoríficos habilitados para exportar para a China suspendam a produção para o país asiático por 60 dias.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a paralisação das vendas para a China completou 45 dias, depois de casos suspeitos de vaca louca terem sido notificados em Minas Gerais e Mato Grosso.

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O comércio está paralisado desde o dia 4 de setembro, por decisão do próprio governo brasileiro, que atendeu a um protocolo sanitário firmado com a China. O acordo prevê interrupção do comércio em caso de identificação da doença, ainda que os casos identificados no Brasil não apresentem risco de contaminação.

Por outro lado, a decisão de retomada depende da China, que ainda mantém o veto. A medida já afeta os mercados, com reflexos em quedas na exportação da proteína e no preço do boi gordo.

Casos da vaca louca

Os dois casos do mal da vaca louca identificados pelo Ministério da Agricultura ocorreram no início do mês em Belo Horizonte (MG) e Nova Canaã do Norte (MT).

Ambos se tratam da contaminação atípica, que ocorre por uma mutação genética e, portanto, não indica infecção de todo o rebanho.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que foi notificada pelo Ministério da Agricultura, concluiu que eles não representam risco para a cadeia de produção bovina do país.

Os casos não fizeram com que o Brasil perdesse a classificação como país de risco insignificante para a doença.

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A doença

A enfermidade é fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva, daí o apelido do distúrbio.

Existem dois tipos do animal desenvolver a doença, por uma mutação da proteína príon, no cérebro, no caso atípico, ou por contaminação, ao consumir ração de origem animal.

Humanos também podem ser infectados quando consomem carnes de animais enfermos ou também por meio da mutação.

Em 20 anos de monitoramento da doença, o Brasil nunca identificou a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação, diz Vanessa Felipe de Souza Médica-Veterinária, Virologista, Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.

Fonte: G1


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