Alto Vale

Imóveis do tráfico de drogas devem ser leiloados no Alto Vale

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Anunciados há cerca de um ano, os leilões que vão colocar a venda seis imóveis do tráfico de drogas em Rio do Sul, entre eles um terreno no cemitério, devem ser realizados ainda em 2021. Foi o que informou a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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Um painel de georreferenciamento indica que a capital do Alto Vale é a cidade de Santa Catarina com o maior número de imóveis que devem ser leiloados: seis ao total, ganhando inclusive de municípios como Florianópolis e Balneário Camboriú, com cinco imóveis cada. As cidades de Itapema, Biguaçu, Joinville e Araranguá também estão na lista.

No sistema de georreferenciamento, disponibilizado através de um link pelo Ministério, é possível verificar exatamente em quais bairros estão localizados os imóveis que serão leiloados em Rio do Sul. Dois ficam na rua Leandro Dellagiustina, no bairro Eugênio Schneider, um na rua 15 de Abril, no Centro, um na rua Tiradentes, também no Centro, e outro na rua Rainoldo Arnoldo Schlemper no Canta Galo. Outro dado que chama a atenção é que há inclusive um terreno localizado dentro do Cemitério Municipal, no bairro Santana.

Os leilões foram anunciados em março do ano passado pelo então ministro, Sérgio Moro. Na época ele declarou que seriam ao todo 612 imóveis em todo o país confiscados do tráfico de drogas no Brasil, mas que ainda não havia uma data definida. Desde o anúncio, a Assessoria de Imprensa do Ministério informou que já foram realizados 10 leilões no estado, mas entre os bens leiloados estavam apenas carros e barcos. A arrecadação com a venda de 177 itens do patrimônio apreendido de criminosos foi de R$5 milhões.
Bens de organizações criminosas

Os imóveis do Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) têm origem no perdimento de bens em processos criminais relacionados ao tráfico de drogas e demais crimes previstos na Lei de Drogas. Seu registro é realizado em um sistema que promove a guarda e gerenciamento de dados dos bens do Funad, a partir das informações encaminhadas pelo Poder Judiciário à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
Esses bens têm como destinação principal a venda por meio de leilões, resultando na arrecadação de recursos a serem aplicados em ações e projetos de enfrentamento e prevenção às drogas.

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