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Jovens estão sendo “altamente afetados” no pós-covid, diz estudo da Fiocruz

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As implicações de longo prazo da Covid-19 em faixas etárias mais jovens é tema de um extenso artigo de pesquisadores do Observatório Fiocruz Covid-19 e publicado na revista médica The Lancet. A partir da constatação de que os casos de Covid-19 em adultos entre 20 e 59 anos que evoluem gravemente e resultam em óbito terem sido cada vez mais frequentes, o estudo destaca que essa faixa etária poderá ser altamente afetada pela ocorrência de Covid-19 longa ou síndromes pós-Covid. 

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Como o sistema de saúde está sobrecarregado em muitas cidades, uma implicação imediata, segundo o estudo, é o crescente tempo de internação por Covid-19. Além disso, os pesquisadores alertam que a carga de doença entre os adultos jovens pode comprometer cronicamente sua qualidade de vida e a capacidade para as atividades diárias, incluindo o trabalho. Eles ressaltam que  este cenário poderá criar um impacto social de longo prazo dramático.

O estudo observa que, no início de 2021, houve uma aceleração significativa da incidência e mortalidade da Covid-19 no Brasil. Até a primeira semana de junho o Brasil havia atingido quase 17 milhões de casos e pouco mais de 472 mil mortes.

Os cientistas destacam que a entrada e o aumento da circulação de novas variantes de preocupação, a irregularidade na oferta de auxílio emergencial para a população em situação de pobreza tem levado a um maior relaxamento nas medidas de distanciamento físico, uma vez que mais pessoas tiveram que ir às ruas para trabalhar e obter alguma renda para se alimentar.

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Também citam a vacinação contra a Covid-19 que tem coberto de forma diferenciada grupos prioritários ? trabalhadores de saúde, pessoas institucionalizadas com mais de 60 anos ou com deficiência, a população indígena em tribos e os idosos. “O calendário vacinal avança ainda timidamente entre os grupos de jovens, e as medidas de saúde pública não farmacológicas continuam a ser essenciais. Essa recomendação deve ser feita com responsabilidade, garantindo a proteção social necessária por parte do governo para que as pessoas possam ficar seguras em casa sem comprometer as condições mínimas de subsistência, agora e no futuro, dessa população”, afirmam. 

O artigo é assinado pelos pesquisadores Raphael Mendonça Guimarães, DSc PhD; Margareth Crisóstomo Portela, PhD; Daniel Antunes Maciel Villela, PhD; Gustavo Correa Matta, DSc; e Carlos Machado de Freitas, DSc, todos da Fiocruz.

Fonte: SCC10


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