Saúde

Nove cidades do Alto Vale apresentam focos de dengue

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As chuvas constantes e o aumento nas temperaturas dão vez a um novo alerta: a dengue. A doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti é infecciosa febril aguda e pode até mesmo levar a morte. Uma das formas mais eficazes de lutar contra a dengue é acabar com os focos do mosquito, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a Vigilância Sanitária dos municípios do Alto Vale vêm trabalhando diariamente na eliminação das larvas do aedes aegypti, e pede a ajuda da população no enfrentamento da doença.

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Pensando também no combate à dengue, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) criou a ‘Semana estadual de mobilização contra o Aedes aegypti’ que tem como objetivo chamar a atenção da população para o problema da doença no estado e incentivar a eliminação dos criadouros do mosquito, as ações da Dive iniciaram no dia 30 de novembro e se estendem até o dia 5 de dezembro.

No Alto Vale não é diferente, de acordo com o mapa divulgado pela Dive, com dados atualizados sobre o número de focos e casos notificados ao estado, nove cidades da região apresentam focos do mosquito. Rio do Sul aparece em primeiro lugar com 26, em segundo lugar Ituporanga com quatro focos, Trombudo Central e Lontras com dois focos, Aurora, José Boiteux, Petrolândia, Pouso Redondo e Salete com um foco cada.

A bióloga responsável pela Supervisão Regional de Saúde de Rio do Sul, Leoiza Andrião Coelho, conta que em Rio do Sul um dos focos foi encontrado em uma tampa de garrafa pet, o que reforça o pedido para que a comunidade tome cuidado com lixo, vasos de plantas e piscinas. “Nós estamos tendo a semana de mobilização e essa semana vai até o dia 11 de dezembro, para que cada município faça suas ações de conscientização dentro de cada realidade e forma de trabalho dos municípios. Temos alguns municípios que estão atuando em parceria com os agentes comunitários para chegar mais perto da população, para que evite criadouros, para que evite a propagação do inseto”, avalia.

Sobre os 26 focos do mosquito em Rio do Sul, Leoiza ressalta que esse é um número elevado e que o município já deve entrar em alerta. “Estamos passando por um período de chuva e a temperatura está mais alta, então é necessário todo um cuidado para evitar criadouros e futuramente também alguma doença como dengue, chicungunha e zika vírus pois ele não transmite só a dengue, isso tem que ficar claro e a população precisa recordar disso”, ressalta.

A bióloga explica também que caso a população encontre alguma larva deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica do município para que os profissionais possam identificar qual o tipo de larva e verificar possíveis novos casos.

Chicungunha e Zika vírus

A chikungunya é uma infecção causada pelo vírus transmitido pelo aedes aegypti que provoca sintomas, como: aumento na temperatura corporal e mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço, além de inflamações e fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão nas articulações.

O zika vírus por sua vez, provoca febre, erupção cutânea, dor de cabeça, dor articular, conjuntivite e dor muscular.

Sintomas da dengue

Os sintomas da dengue são bastante parecidos com os demais, a infecção inicia com uma elevação na temperatura corporal, podendo levar a febre alta. Outros sintomas são dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) alerta para os principais cuidados que devem ser tomados pela população: Tapar tonéis e caixas d’água; Manter calhas sempre limpas; Deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; Manter lixeiras bem tampadas; Deixar ralos limpos e com aplicação de tela; Limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; Limpar com escova ou bucha os potes de água para animais; Retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa; Cobrir e realizar manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem; Limpar ralos e canaletas externas; Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água; Deixar lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água e verificar instalações de salão de festas, banheiros e copa.


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