Santa Catarina

PF faz operações em Santa Catarina para combater fraudes no auxílio emergencial

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Na manhã desta quinta-feira (30), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Farinha Pouca, em Joinville, com o objetivo de combater fraudes no recebimento do benefício de auxílio emergencial. Ainda nesta manhã, em Lages, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na região do planalto serrano catarinense, também com o objetivo de combater desvios de recursos públicos na concessão do Auxílio Emergencial do Governo Federal.

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Segundo a Polícia Federal, em Joinville, as investigações começaram no último mês de abril. Indivíduos suspeitos estariam praticando fraudes para obter o benefício assistencial com os nomes e dados de terceiros. Foram cumpridas buscas em cinco endereços residenciais dos suspeitos, onde foram apreendidos dispositivos eletrônicos e de armazenamento, que, mediante autorização judicial, serão analisados.

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A fraude consistia em se cadastrar no programa usando o nome de outrem e assim obter o benefício. Depois, ainda se passando pelo terceiro beneficiado, usar os valores obtidos no auxílio emergencial para pagar contas no comércio local. A conta Auxílio Emergencial, gerenciada pela Caixa, dá a possibilidade pagamento em “máquinas de cartão” do tipo que se encontra em qualquer loja ou mercado, bem como o pagamento de boletos e transferências em lotéricas e bancos. Assim, os infratores se aproveitavam da facilidade de uso da conta Auxílio Emergencial, para obter benefícios em prejuízo da população.

O prejuízo causado pelos infratores, durante os três 03 meses de atuação na fraude, é estimado em mais de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Na região da Serra, as investigações tiveram início neste ano, a partir de informações encaminhadas pela Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial – BNFAE -, uma força tarefa firmada entre a Polícia Federal e Caixa Econômica Federal. A força tarefa também identificou que indivíduos suspeitos estariam praticando fraudes para obter o benefício assistencial com os nomes e dados de terceiros, a partir da cidade de Curitibanos/SC.

O inquérito policial segue em curso e os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de furto qualificado mediante fraude e de falsificação de documento público, cujas penas máximas somadas podem chegar a 14 anos de prisão.


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