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Segunda onda da Covid-19 na Europa acende luz amarela

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Ainda que considerada por especialistas como mais jovem e menos letal justamente por se propagar em uma parcela da população que não representa o grupo de risco da doença, a segunda onda da Covid-19 na Europa merece toda a nossa atenção no Brasil, já que há pouco mais de duas semanas, 76% da população do Estado de São Paulo entrou na fase verde do Plano SP, classificação que permitiu a reabertura parcial de quase todas as atividades, incluindo cinemas e teatros.

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Lembrando, no entanto, que dependendo da dinâmica do núcleo familiar, quem acaba levando a doença para os mais velhos, que vêm se resguardando desde o início da pandemia, são os mais jovens, neste caso representados pelos filhos que já retornaram ao mercado de trabalho ou pelos netos, que aos poucos voltam à rotina escolar.

Ou seja, ainda que essa convivência tenha sido drasticamente reduzida e adiada por bastante tempo desde o início da pandemia, existe um cenário que contribui consideravelmente para a disseminação da doença e que se repete em todo o mundo: quando avôs, filhos e netos compartilham da mesma moradia.

Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório em que reconhece os prejuízos emocionais e psicológicos que a pandemia tem deixado nas pessoas, deixando-as verdadeiramente desmotivadas. É o que a OMS chamou de “fadiga pandêmica”. Porém, a organização alerta que esse fenômeno não pode ser motivo para baixar a guarda no combate ao coronavírus. Os esforços devem ser mantidos, especialmente na proteção aos idosos, com os cuidados básicos de lavagem das mãos, utilização de máscaras e álcool gel, além do necessário distanciamento social.

A flexibilização da quarentena pela fase verde é uma conquista de todos, fruto de um esforço e consciência coletivos, essencial para a retomada econômica, mas não configura, nem de longe, um alvará, haja visto a amarga experiência da Europa com a chegada da segunda onda e a adoção de novo ‘lockdown’ em alguns países.

Vamos relembrar que as vacinas, algumas em fase final de testagem, ainda não estão prontas e não há previsão concreta de imunização para toda a população. Existem expectativas reais de que isso possa acontecer para o início de 2021, no entanto, ainda que essa previsão se concretize, temos 90 longos dias pela frente, tempo suficiente para retrocedermos em conquistas essenciais.

Junte-se a essas indefinições, a politização da vacina no Brasil, algo impensável num momento como este em que deveríamos estar unindo forças em torno do bem comum e não dividimos por uma eleição que virá daqui a dois anos. Essa situação só colabora para aumentar o ceticismo da população em relação às vacinas e criar resistência quanto à imunização.

O fato é que só teremos as nossas vidas de volta por completo quando todos estivermos imunes. E acreditem: tem muita gente sonhando com este dia. A terceira idade, em especial, encontra-se altamente vulnerável e fragilizada com esta situação. E tudo o que eles mais querem é poder resgatar a sua autonomia. 

A Baixada Santista deve ficar em especial alerta neste momento com a aproximação de três feriados em novembro e das festas de fim de ano em dezembro. Ainda que com o cancelamento da queima de fogos no Réveillon, a região será destino certo dos turistas durante toda a temporada de verão. Dessa forma, enquanto a vacina não chega, o poder público deve seguir fazendo a sua parte no que compete à fiscalização.

E cada um de nós também deve seguir fazendo a sua parte naquilo que lhe compete enquanto cidadão preocupado com a coletividade, convictos de que já superamos a pior fase de contaminação desse vírus e de que não queremos repetir este filme novamente.


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