Alto Vale

Três casos de Leishmaniose foram registrados em pacientes de Rio do Sul

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr

Rio do Sul registrou, há cerca de duas semanas, três casos de Leishmaniose tegumentar ou cutânea. Essa zoonose é transmitida por um protozoário (Leishmania) por meio da picada do popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui. O mosquito se reproduz em lugares úmidos e com acúmulo de material orgânico, como terrenos com mato alto e lixo.

+ Faça parte do nosso grupo de notícias no WhatsApp, acesse aqui!!

Hoje em dia, até mesmo os condomínios residenciais oferecem mais espaços verdes, arborizados, o que é ótimo, porém, é necessária atenção, pois, esses ambientes podem ser convidativos à reprodução do mosquito. O cão é um reservatório da doença e, muitas vezes, demora a apresentar os sintomas, aumentando os riscos de contágio aos seres humanos.

Os casos registrados em Rio do Sul foram contraídos dentro do município, informaram ontem, segunda-feira (7), a Secretaria Municipal de Saúde e o setor de Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde. Os pacientes que contraíram são três mulheres residentes no bairro Itoupava. Elas não são da mesma família. Das três mulheres, duas já iniciaram os tratamentos.

Ontem, agentes comunitários de saúde de Rio do Sul fizeram um treinamento para começar o trabalho de orientação dos moradores. A equipe de enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde explicou que os moradores do bairro Itoupava que tiverem cachorros que apresentarem emagrecimento, enfraquecimento dos pelos, diarréia, hemorragia intestinal, apatia, inanição, conjuntivite, descamação na área dos olhos e no focinho, procurem um veterinário da Secretaria Municipal de Agricultura ou a Vigilância Epidemiológica do Município.

No início do ano que vem uma equipe da Vigilância Epidemiológica do Estado virá a Rio do Sul para fazer a captura do mosquito-palha, que é o transmissor da Leishmaniose. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a leishmaniose visceral está presente em 12 países das Américas, sendo que 96% dos casos relatados são do Brasil.

Enquanto ainda não existe um tratamento exato e que possibilite a cura da doença, existem maneiras para prevenir que o cachorro seja infectado. Uma delas é manter o ambiente limpo, já que a doença é transmitida por um mosquito.


Comente